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    Home»Libertadores Feminina»O que falta para libertadores feminina emplacar?
    Libertadores Feminina

    O que falta para libertadores feminina emplacar?

    Cathia ValentimBy Cathia ValentimDezembro 3, 2020Updated:Outubro 15, 2021Sem comentários2 Mins Read
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    Na última quinta-feira, 26, a Conmebol divulgou os calendários das edições 2020 e 2021 da Copa Libertadores da América Feminina. Ambas as edições irão acontecer em 2021 por motivos já conhecidos. A edição de 2020, está marcada para acontecer na Argentina, entre os dias 5 e 21 de março de 2021. Já a edição 2021, irá acontecer entre os dias 30 de setembro e 16 de outubro do mesmo ano. Você não leu errado, serão 17 dias de uma competição que conta com uma fase de grupos e uma fase eliminatória. 17 dias para a maior competição de clubes das américas. Por que a libertadores feminina ainda é feita de forma amadora?

    Desde sua criação em 2009, foram 11 edições da competição. Apenas em 2012 (Colo Colo), 2016 (Sportivo Limpeño) e em 2018 (Atlético Huila), que não tivemos um campeão brasileiro. Além disso, 7 das 11 edições tiveram sede no Brasil. Durante suas edições, vários problemas estruturais já aconteceram. Time candidato ao título jogando no escuro, aconteceu em 2015, e alimentação limitada para cada atleta. Equipes sofrendo com problemas de intoxicação alimentar após comerem comida servida pelo hotel, aconteceu em 2017. Edição ocorrendo em meio a um país em crise civil, edição de 2019, e etc. São vários os problemas que a competição enfrenta e já enfrentou.

    O ponto é que não dá para esperar que uma competição que é feita de qualquer forma, sem uma estrutura digna para seus participantes e sem real investimento caia nas graças do público. Não há atratividade numa competição que acontece em 17 dias, com fase de grupos, quartas de finais, semifinais e finais. É claro que não temos jogos intensos, as equipes mal conseguem se organizar para cada duelo. Isso quando não são atrapalhadas por problemas de organização da federação responsável.

    Só recentemente passamos a ter transmissão de todos os jogos. mas ainda temos times profissionais disputando com times amadores. Não há suporte e nem retorno financeiro viável para os participantes. Ainda temos muito o que percorrer com futebol feminino na América. Se na Europa e em outras regiões a modalidade só cresce, por aqui seguimos parados no tempo. E se os nossos vizinhos não evoluem, dificilmente iremos atingir o próximo nível.

    11 anos se passaram desde a primeira edição, mas pouco se evoluiu desde então. Ainda temos os mesmos problemas básicos, ainda temos as mesmas reclamações. Até quando mais?

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    Cathia Valentim
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    Engenheira Civil. Produtora independente de conteúdos sobre futebol feminino no Brasil e no mundo, com foco em pesquisas e resgates históricos. Criadora e idealizadora do projeto Esquina da Champions.

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