Carli Lloyd, Manchester City e o tabu do futebol inglês

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Desde a temporada 2014 o Manchester City vem se reforçando com atletas de peso. O resultado veio logo dois anos depois, com a conquista inédita da Women’s Super League, sem dar chances para os outros times.

No gol, a constante Karen Bardsley, goleira titular da Inglaterra. Na defesa a capitã Steph Houghton e Lucy Bronze. No meio de campo, Jill Scott e Izzie Christiansen. No ataque, Toni Duggan. Todas na seleção de Mark Sampson.

Estrangeiras, algumas jogadoras da Suíça, da Escócia, Holanda e Irlanda. Nacionalidades já conhecidas do futebol inglês.

Na Inglaterra poucas jogadoras de outros países entram no futebol, ao contrário do futebol masculino, que tem uma base estrangeira na Premier League. Por exemplo, a única brasileira que foi para a ilha foi a meio campista Ester, no Chelsea. Também no time de Londres jogou a portuguesa Ana Borges e a chilena Christiane Endler. No Arsenal, as japonesas Ohno e Kinga não ficaram por uma temporada, assim como as espanholas Losada e Corredera, que não chegaram a ter muito espaço. Também espanhola, Natalia Pablos jogou no Bristol e no Arsenal, mas hoje já não está mais no país.

A chegada de Carli Lloyd no Manchester City quebra o maior tabu da história: pela primeira vez, uma jogadora eleita melhor do mundo irá jogar na Inglaterra.

Lloyd se junta a Daphne Corboz, que já jogou no City, Whitney Engen, Satara Murray e Libby Stout, do Liverpool, Beverly Leon, do Sunderland, e Chioma Ubogagu, do Arsenal, como estadunidenses no futebol inglês. A maioria dessas jogadoras já não estão mais nesses clubes. A ex jogadora internacional Heather O’Reilly também se aventura no país nessa temporada, jogando pelo Arsenal.

A probabilidade da atual melhor do mundo abrir portas para outras jogadoras internacionais chegarem na Inglaterra é grande. Porém, resta esperar para ver quanto tempo ela ficará e como o publico – e os clubes, principalmente – irão reagir.

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