CINCO COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A NWSL ANTES DA PRÓXIMA TEMPORADA COMEÇAR

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AP Photo/Don Ryan
AP Photo/Don Ryan

Por: Amanda Marinho

O que significa uma 4ª temporada?

O começo dessa temporada da NWSL será um marco para o futebol feminino nos Estados Unidos. É a primeira vez que uma liga nacional chega ao seu 4º ano de existência ativa.

Ao invés de arriscar seus times, a NWSL dá boas vindas a mais uma expansão, a segunda desde sua abertura, o Orlando Pride. O número de times aumentou, assim como o salário mínimo na NWSL, mesmo assim, ainda é complicado, já que algumas jogadoras chegam a receber apenas R$25.732,80 por mês (muito longe do salário de diversos outros jogadores medíocres por aí).

No dia 17 de setembro de 2015, mais de 34 mil torcedores assistiram a seleção dos Estados Unidos vencer o Haiti em Detroit. Mas, quatro dias antes, em Chicago, apenas 3 mil pessoas assistiram uma grande semifinal entre Red Stars e FC Kansas City.

A liga renovou seu contrato de transmissão em TV com a Fox, o que é bom, mas com detalhes ainda a serem definidos, como falou o comissário Jeff Plush no começo da semana. A NWSL falhou em colocar a abertura da temporada, entre Portland Thorns e Orlando City (com Alex Morgan retornando para enfrentar seu antigo time) na TV. Esse deve ser o maior jogo da temporada, em termos de atmosfera, pelo menos até a final.

Para cada ponto positivo, há algo que pode ser melhorado. O futebol é melhor. A liga está mais esperta. O público está maior. A exposição aumentou. Mas o começo da temporada não é onde a liga deve parar de crescer, deve ser apenas o começo.

O FC Kansas City conseguirá marcar gols para continuar sua dinastia?

O bicampeão da NWSL perdeu Lauren Holiday, que se aposentou depois de ganhar a Copa do Mundo de 2015, no auge de sua carreira. Também estarão sem Amy Rodriguez e Sydney Leroux, grávidas.

Essas não são as únicas mudanças. Do time que começou as últimas duas finais, a única remanescente é a zagueira Becky Sauerbrunn. O principal desafio é a falta de uma forte atacante. Porém, vale lembrar que o treinador Vlatko Andonovski e o diretor de esportes Huw Williams tem moral quando se trata de descobrir jogadoras que se encaixam no estilo do FCKC.

O retorno de Desiree Scott e Jen Buczkowski (que decidiu não se aposentar), podem dar a Mandy Laddish maior liberdade para atacar. Além disso, Yael Averbuch, Heather O’Reilly e Erika Tymrak já são jogadoras confiáveis.

A figura principal é Shea Groom, a escolha número 12 do draft da temporada 2015, que só marcou quatro gols em suas 13 partidas como rookie.

Porque o Portland Thorns é o time mais interessante da liga?

Que time poderia trocar a peça mais importante do futebol americano e se dar bem com isso?

Certo, Alex Morgan não era a melhor jogadora da NWSL. Lesões e compromissos com a seleção dos Estados Unidos atrapalharam muito. Em números, o Portland trocou uma jogadora com 15 gols em 36 partidas, e mesmo que essa seja uma contribuição boa, é substituível. Ainda assim, sua troca é uma grande aposta, mesmo para um time que não precisa se esforçar tanto assim para encher seu estádio todas as semanas.

A troca parece menos arriscada com as chegadas de Dagny Brunjarsdottir, Lindsey Horan, Meghan Klingenberg, Nadia Nadim, Emily Sonett e, no meio da temporada, a francesa Amandine Henry. A questão é como todas essas peças irão se encaixar sob o comando do novo treinador Mark Parsons (ex-Washington Spirit). Sem contar que esse ano temos Olimpíada, e jogadoras como Horan, Klingenberg, Tobin Heath, Henry, Christine Sinclair, e talvez até Sonett e Allie Long, devem perder parte da temporada com suas seleções.

Sinceramente, esse é um time que nunca jogou tão bem quanto os nomes que estão em seu elenco.

Não deveríamos falar sobre Seattle?

Não vai agradar aos torcedores do Reign ver seu time sendo mencionado depois do Thorns.

Em qualquer outro lugar do mundo, o Seattle seria a principal historia do começo da temporada. O time tem um recorde de 29 vitórias, 5 derrotas e 10 empates nas duas últimas temporada. Porém, perdeu duas finais consecutivas, logo os playoffs devem ser o foco principal para 2016.

Sem Megan Rapinoe, com uma lesão no ligamento cruzado, o time tem esperanças na goleadora holandesa Manon Melis. Além dela, as permanências de Kim Little e Jess Fishlock, devem dar estabilidade para a temporada.

Quais nomes podem se destacar nessa temporada?

Lady Andrade, Western New York Flash: não há garantias de produtividade, mas a experiência de reunir Andrade e Paul Riley, treinador do Flash, pode ser interessante. Depois de uma passagem ruim no Thorns, Riley ainda pode ser reconhecido pela sua capacidade de descobrir jovens talentos. E Andrade, a jovem que desafiou os Estados Unidos na Copa do Mundo, é talento puro. Um time jovem em uma liga jovem, o Flash é um mistério nessa temporada.

Alyssa Naeher, Chicago Red Stars: entre Karina LeBlanc e Michelle Dalton, podemos dizer que Chicago estava bem com suas goleiras. Esse é o problema. LeBlanc se aposentou e levantou duvidas no time, que investiu e tirou Naeher do Boston, onde ela viveu maus momentos. O Red Stars é um time modelo em gerenciamento e no desenvolvimento de jovens jogadoras.

Kealia Ohai, Houston Dash: no que será uma breve temporada para Morgan Brian e Carli Lloyd, Ohai pode se tornar peça chave no Dash. Como segunda escolha do draft de 2014, a jogadora foi uma das faces do time nas últimas temporadas, mas ainda não se encontrou em campo. São apenas oito gols em 42 jogos. Ainda há espaço para crescer.

Raquel Rodriguez, Sky Blue FC: destaque universitário da ultima temporada e segunda escolha do draft de 2016. Rodriguez marcou o primeiro gol em Copas do Mundo para a Costa Rica. Em 2016 deve fazer uma calma temporada de estreia no profissional. Ela tem personalidade e habilidade para se tornar uma estrela.

Tom Sermanni, Orlando Pride: mais conhecido por seus trabalhos como treinador das seleções da Austrália e dos Estados Unidos, Sermanni é uma lembrança da falida WUSA. Com Alex Morgan, Becky Edwards, Ashlyn Harris e Lianne Sanderson, além de outras, o título não é algo tão inimaginável para Orlando.

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Original de Graham Hayes para espnW Estados Unidos. Adaptado para Planeta Futebol Feminino.

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