MUITO A PROVAR

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

Seleção dos Estados Unidos se prepara para sua 4ª final seguida desde 2008. Foram 3 títulos e 1 vice-campeonato.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Por: Amanda Marinho

 

Parece que a mídia está sempre tentando desconcentrar o time norte-americano. Seja em 2008 quando dezenas de artigos foram feitos para desmoralizar Hope Solo pelo acontecido na Copa de 2007. Em 2012 e 2015 Solo também foi alvo dos críticos. Em 2012 acusada de dopping pelo uso de medicamentos anticoncepcionais e 2015 por um processo de violência doméstica mal resolvida. Apesar da constante turbulência e do circo que as americanas causam por onde passam, o time não sai de sua ‘bolha’.

O New York Times resolveu tirar da gaveta uma entrevista com Pia Sundhage momentos antes do jogo dos Estados Unidos contra a Suécia na fase de grupos. Sundhage fez críticas a Carli Lloyd e Abby Wambach, chamando a primeira de uma jogadora sensível, difícil de ser treinada, e afirmando que Wambach seria reserva sob seu comando. Na coletiva de imprensa antes da partida, Jill Ellis preferiu não comentar o assunto, afirmando que ela e o time ficam em uma bolha, onde só entram informações pertinentes a performance em campo.

Não deve ser fácil treinar um time assim, onde ter tudo ainda é pouco, sem bom não é suficiente. Apesar das partidas medíocres, o time americano conseguia seus resultados, sua defesa tomou apenas 1 gol durante toda a competição. Mesmo assim, Ellis era criticada diariamente por suas escolhas, pelas opções táticas que fazia. As jogadoras podem até estar dentro de suas bolhas, mas depois do jogo de oitavas de final contra a China, o mundo pode perceber a falta de ânimo do elenco ao se classificar para as quartas de final. Depois disso, um artigo publicado no site Soccerwire, revelou que as táticas e escolhas de Ellis eram motivos de chacota dentro do vestiário, das jogadoras com suas companheiras de time na NWSL.

Se o segredo é concentração, ele foi exposto. Ellis precisou depois dessa partida fazer mudanças drásticas no time, substituir duas das principais jogadoras e mudar o esquema tático para se adaptar. Contra a Colômbia nas quartas de final os Estados Unidos fizeram sua melhor partida da competição. Contra a Alemanha na semifinal o time se adaptou para duelar contra o poderoso meio-campo alemão, e conseguiu mais uma boa performance, se classificando merecidamente para a final.

E agora? São 4 finais consecutivas, mas a derrota nos pênaltis de 2011 com certeza ainda está na cabeça. Jill Ellis pode se consagrar, calando seus críticos e ganhando a Copa do Mundo, coisa que a seleção americana não faz desde 1999.

Comente

comments